Candidatos ao governo de MS gastaram R$ 10,7 milhões durante a campanha

Os dados das prestações de contas encaminhadas à Justiça Eleitoral mostram uma concentração de gastos nas campanhas do governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e do ex-deputado federal Fábio Trad (PT).

Redação
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Eduardo Riedel e Fábio Trad concentraram 92,8% dos gastos entre os 8 candidatos. (Foto: Reprodução/Divulgação)

Os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul declararam R$ 10,7 milhões em gastos durante a campanha de 2026. Os valores, que podem incluir os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e doações de pessoas físicas, fazem parte da declaração de gastos de campanha ao Tribunal Superior Eleitoral, que precisa ser feita por todos que disputaram o pleito e encerrou na terça-feira (3).

Os dados das prestações de contas encaminhadas à Justiça Eleitoral mostram uma concentração de gastos nas campanhas do governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e do ex-deputado federal Fábio Trad (PT). Ambos responderam por aproximadamente 92,8% de todas as despesas declaradas pelos concorrentes, sendo que dois deles, Daniel Lemes (PCO) e Jeferson Bezerra (Agir), não informaram gastos.

Riedel lidera o ranking, com R$ 6.167.733,55 em despesas contratadas. O valor representa aproximadamente 57,6% do total movimentado pelas candidaturas ao Executivo estadual e ficou próximo do limite estabelecido pela Justiça Eleitoral, de R$ 6.226.082,16. Em seguida aparece Fábio, com R$ 3.763.572,82 em despesas contratadas, o equivalente a 35,2% do total. A diferença entre os dois principais concorrentes supera os R$ 2,4 milhões.

O terceiro candidato que mais gastou foi o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com R$ 515.883,57. O montante corresponde a aproximadamente 4,8% do total. Chama atenção que o neto do ex-governador Marcelo Miranda declarou ter pago apenas R$ 188.349,77 do total de débitos, conforme os registros até esta sexta-feira, 6 de novembro.

Já Delcídio do Amaral (PRD), Lucien Rezende (PSOL) e Renato Gomes (DC) registraram despesas inferiores a R$ 160 mil cada. O ex-senador informou R$ 157.481,00; o esquerdista, R$ 94.058,80; e o economista, R$ 3 mil.

Dos oito candidatos ao governo de MS, dois não registraram despesas. (Fonte: TSE)

O que entra nos gastos
O limite de gastos de cada candidatura considera as despesas contratadas diretamente pela candidatura, as transferências financeiras feitas para outros partidos, candidatas ou candidatos, além das doações que possam ter um valor econômico estimável, sejam em dinheiro, bens ou serviços.

Caso o candidato encaminhe de volta ao partido, o valor também entra como um gasto de campanha, tendo como exceção as sobras oficiais de campanha, que são encaminhadas pelo candidato de volta ao partido no fim do pleito. Esse mecanismo é uma trava jurídica para que as siglas não peguem a verba devolvida pelo candidato e utilize em outros gastos de campanha.

O TSE consegue realizar esse monitoramento a partir da oficialização das candidaturas, que atribui um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) à campanha daquele candidato. Após esse registro, todas as movimentações financeiras relacionadas ao pleito precisam ser feitas através do CNPJ eleitoral.

Caso alguma campanha exceda o teto de gastos, as contas da campanha são automaticamente reprovadas, o que é considerado uma irregularidade grave pelo TSE. O candidato pode ser multado em 100% do valor excedente; além disso, se a quantia for considerada expressiva a ponto de comprometer a isonomia da disputa, pode ser enquadrada como gasto ilícito de recurso ou abuso de poder econômico.

Fonte – O Jacaré

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