Com pleito previsto apenas para fevereiro de 2027, a articulação pela presidência do Senado está a todo vapor e movimenta a bancada de Mato Grosso do Sul. De um lado, o ex-governador e senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) declarou apoio ao nome de Rogério Marinho (PL-RN). De outro, o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do partido no Casa, defendeu a senadora Tereza Cristina (PP), que também busca viabilizar sua candidatura ao comando do Congresso Nacional.
A manifestação de Azambuja ocorreu na última quarta-feira (4), durante reunião em Brasília que oficializou a candidatura de Marinho. O encontro reuniu mais de 30 senadores e parlamentares eleitos para a próxima legislatura, além do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Na ocasião, o ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que conta com o apoio de mais de 40 colegas, número próximo dos 41 votos necessários para vencer a eleição.
O ex-governador justificou seu posicionamento pela experiência de Marinho e pela passagem pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Segundo o senador eleito, o correligionário reúne capacidade de articulação e conhecimento da administração pública para conduzir o Senado. Ele também defendeu que a eleição seja acompanhada de uma agenda de reformas tributária, administrativa e federativa.
Rogério Marinho é o homem certo para o cargo pela sua história, capacidade e patriotismo. Vamos agora buscar os demais votos para assegurar sua vitória”, afirmou Reinaldo. “O Senado precisa de um presidente que conheça o funcionamento da máquina pública, que saiba dialogar com os demais Poderes e que tenha coragem para pautar o que o Brasil precisa”.
No mesmo dia, Carlos Portinho saiu em defesa de Tereza Cristina durante uma reunião com senadores eleitos do PP. O bolsonarista afirmou que a sul-mato-grossense não deveria ser alvo de críticas de integrantes da direita por manter a intenção de disputar a presidência do Senado, especialmente porque a ex-ministra de Jair Bolsonaro (PL) vinha participando das articulações em torno da candidatura de Marinho.

O senador fluminense, entretanto, não anunciou apoio formal à candidatura da sul-mato-grossense. Em declaração à CNN Brasil, ele afirmou que “Tereza sempre esteve conosco e seguirá”.
Embora Marinho tenha sido oficialmente lançado pelo PL, Tereza Cristina mantém seu projeto de chegar à presidência do Senado e busca ampliar o apoio entre parlamentares de diferentes siglas. A senadora já manifestou o desejo de se tornar a primeira mulher a ocupar o comando da Casa.
O cenário também envolve o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que pretende disputar a reeleição. A avaliação de aliados da oposição é de que a existência de duas candidaturas do mesmo campo político pode dividir os votos e favorecer Alcolumbre. Marinho e Tereza, por sua vez, já sinalizaram que pretendem buscar uma convergência antes da votação.
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os novos senadores tomarão posse.
Fonte – O Jacaré
